Minha experiência com Meditação

Medição sempre foi um assunto que me chamou atenção por 2 motivos:

  1. Milhões de pessoas a milhares de anos praticando;
  2. O que pode existir de tão interessante em observar a mente?

Há mais de 1 ano que decidi começar a praticar meditação, porém sem nenhum tipo de método e disciplina, somente seguindo algumas dicas de outros praticantes, o que acabou tendo o desfecho que você já deve imaginar: Nenhum!

Porém há 30 dias resolvi fazer diferente e levar realmente a serio o assunto, e neste texto quero compartilhar minha experiência com você.

Começando a jornada…

Pesquisei muito sobre o assunto e encontrei um app chamado Headspace que se mostrou uma espécie de “escola” on-line de meditação para mim.

Li também o livro Zen Mind, Beginner’s Mind do Shunryu Suzuki – comprei para o Kindle na Amazon e só achei em inglês, mas dei uma pesquisada no Google e vi que existe uma versão impressa em português chamada Mente Zen, Mente de Principiante.

Aprendi com esse livro… ele mudou meus conceitos sobre algumas coisas porém em sua grande maioria não foi de grande proveito para mim, pois a obra é de cunho religioso, e como meu objetivo não é ter a meditação como prática religiosa acabei me entediando com algumas partes.

Se você também não está buscando a meditação como prática religiosa, sugiro um material mais leve e prático: o site What Meditation Really Is, mais especificamente a seção Dare to Meditate (http://whatmeditationreallyis.com/index.php/lang-en/dare-to-meditate.html) que em 10 passos dá dicas valiosas sobre a prática meditativa.

Como pensei que seria x Como foi

Eu achava que a meditação era como uma espécie de calmante que tomado uma vez ao dia me deixaria sereno o dia inteiro. Descobri que não é isso! Mas descobri algo ainda mais incrível: não existe a necessidade de estar sereno o dia inteiro.

No começo confesso que tentei me comportar como uma espécie de monge zen cheio de sabedoria, mas isso passou na primeira semana, pois a meditação me trouxe uma experiência de aceitação dos meus pensamentos e sentimentos que jamais tinha experimentado. Descobri que não precisava lutar contra meus pensamentos e sentimentos, que poderia simplesmente me tornar consciente deles e olhá-los “de cima” a fim de me conhecer melhor.

E por falar em me conhecer melhor, uma das coisas mais fascinantes que estou aprendendo é que eu não sou meus pensamentos, eu não sou meus sentimentos e muito menos meu comportamento.

“Pensamentos e emoções não são a mente, são só a aparência dela. É como o pôr do sol, ele não é o sol em si, e sim uma aparência dele.” – Desconhecido

E agora?

Estes primeiros 30 dias atiçaram ainda mais minha curiosidade em relação à meditação e seus benefícios. Atualmente estou inclusive fazendo um exercício que consiste em meditar pela manhã e durante o dia fazer pequenas pausas de 1 ou 2 minutos para checar meus pensamentos a fim de retomar a consciência do momento presente.

Parece papo de louco, né? Eu também achava no momento, porém a meditação me fez enxergar o quanto a mente gosta de estar no futuro e no passado, e estranhamente ela parece evitar o presente – o que resulta na maior parte dos “problemas” que temos.


Conforme eu for avançando pretendo escrever mais sobre meditação aqui no blog.

Gostaria ainda de te convidar a escrever sua experiência, dicas ou dúvidas. Para isso deixo os comentários abaixo abertos.

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